<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Ana Medina Mesquita &#187; DESENVOLVIMENTO PESSOAL</title>
	<atom:link href="http://www.anamedinamesquita.com/category/desenvolvimento-pessoal/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.anamedinamesquita.com</link>
	<description>Psicologist</description>
	<lastBuildDate>Fri, 03 Apr 2020 12:36:48 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.2.38</generator>
	<item>
		<title>PADRÕES AMOROSOS FAMILIARES</title>
		<link>http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/padroes-amorosos-familiares/</link>
		<comments>http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/padroes-amorosos-familiares/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Apr 2016 08:47:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[DESENVOLVIMENTO PESSOAL]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.anamedinamesquita.com/?p=671</guid>
		<description><![CDATA[<p>Querermos casar com o pai ou com a mãe é uma forma de falarmos de como o contexto nos molda a um ponto tal que deixamos de ver o molde de tão colado à nossa retina que ele está. Somos influenciados pelo contexto próximo desde que nascemos, é ele que conhecemos bem, e consequentemente é [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/padroes-amorosos-familiares/">PADRÕES AMOROSOS FAMILIARES</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com">Ana Medina Mesquita</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Querermos casar com o pai ou com a mãe é uma forma de falarmos de como o contexto nos molda a um ponto tal que deixamos de ver o molde de tão colado à nossa retina que ele está. Somos influenciados pelo contexto próximo desde que nascemos, é ele que conhecemos bem, e consequentemente é nele que nos sentimos à vontade, que sentimos melhor controlo uma vez que facilmente prevemos o que pode acontecer. Por exemplo: todos sabemos certamente antever a reacção dos nosso pais a uma determinada noticia/convite, já prever essa mesma reacção de alguém que vemos uma vez a cada cinco anos, já não é tao simples.</p>
<p>Nas relações, o mesmo acontece, são as primeiras e mais próximas relações que nos dão essa mesma “familiaridade” com alguém, com um certo tipo de personalidade. Essas pessoas tendem a ser os pais, ou qualquer que seja a figura que tenha desempenhado esse papel de cuidador (avós, pais adoptivos, etc.). Essas primeiras relações criam uma espécie de “molde” para as seguintes, desde a forma como fomos ensinados a comer à mesa: serve-se primeiro ou serve as outras pessoas primeiro? Porquê? Porque os seus pais diziam que era assim? Ou porque eles faziam assim em sua casa? Ou por oposição – porque em sua casa se fazia o contrário? Se calhar nunca parou para pensar nisso, estas coisas são tão banais e veem connosco automaticamente há tanto tempo que nunca paramos para prestar atenção. Como reage numa discussão? Fica furioso e ataca? Recua, e evita a discussão? Acalma e tenta apaziguar o outro lado? Tudo isto aprendemos com o nosso primeiro molde. E aprendemos da forma como todas as crianças melhor aprendem: não por ensinamento mas pelos exemplos à frente delas.</p>
<p>Quer porque repetimos o lugar que tínhamos perante os nossos pais, quer porque copiamos as reacções deles, quer por antagonismos, exigindo de nós sempre o contrário deles, estamos sempre a seguir o molde deles. A questão aqui é que os nossos pais são feitos de bom e de mau, e quando são eles os nossos modelos apreendemos o bom e o mau. Mas mais importante que isso, às vezes nem notamos que enquanto estamos presos nos moldes estamos a abdicar de escolher quem e como queremos ser. Com as suas qualidades lidamos bem e são felizmente um bom legado familiar para o nosso futuro, mais preocupante são os seus defeitos e as cicatrizes que ficam nos filhos. Dependendo dos pais em questão podemos estar mais sujeitos ou menos à sua doença mental, à sua tirania, ou à sua fraqueza, à sua perversidade, à sua cobardia. Então e como é que isso entra em jogo quando conhecemos um parceiro amoroso?</p>
<p>Conhecer alguém leva tempo, e todos nós temos camadas, várias camadas que o tempo vai mostrando. Tendemos a pensar se a pessoa que conhecemos ou com quem estamos é parecida com o nosso pai/mãe pela camada mais óbvia, a caracterização geral e por isso muitas vezes esta comparação parece absurda.</p>
<p>O seu pai é surfista e o seu namorado é um nerd, por isso claro está que a teoria está errada ou não se aplica a si? Pois, mas não é da parecença física, nem de estilos, nem mesmo de personalidade de que falamos. A parecença de que falamos é a do tipo de comunicação que instalamos, a do lugar emocional em que essa outra pessoa nos coloca, é do “papel” que nos faz assumir por contraponto ao seu próprio papel. É da reacção que arranca de nós ao vincar ou diluir a sua própria acção. Sim, o seu pai é surfista e o seu namorado um nerd, não têm absolutamente nada a ver um com o outro, nem em personalidade nem em gostos, mas ambos a fazem sentir uma ignorante quando falam consigo. No lugar de ignorante podem estar várias outras palavras: má, infantil, culpada, desnecessária, ridícula, invisível, responsável por tudo. Olhando para os vários relacionamentos que teve, e em que esses homens talvez fossem aparentemente tão diferentes, o que eles a faziam sentir era ou não semelhante uns aos outros&#8230;? </p>
<p>A sua mãe é uma querida e a sua namorada tem mau feitio? Mas de maneiras diferentes ambas o fazem sentir-se sufocado. No lugar de sufocado podem estar muitas outras palavras: inútil, criancinha, mau da fita, egoísta, triste. E as namoradas anteriores geravam em si o mesmo tipo de sensação, ou sensações que se cruzam, ainda que de formas diferentes&#8230;? Mas mais do que como os outros o fazem sentir, os papéis em que se põe são sempre parecidos ou opostos? Evita o conflito ou ataca, deixa que o manipulem ou é um controlador por natureza? </p>
<p>Escolher alguém parecido com o pai ou com a mãe significa que tendemos instintivamente a procurar aquilo que conhecemos melhor, pessoas com personalidades que repetem este encaixe que já tivemos ao longo da vida. Muitas vezes é esta a razão pela qual repetimos vezes sem conta os mesmos erros ou, sem perceber bem porquê, as nossas relações estão sempre a dar errado. Estamos a repetir um modelo que não é saudável para nós sem nos darmos conta. Perceber isso é o primeiro passo, mudar o molde é essencial para sair da “roda”. Na vida adulta é essencial sermos pais de nós mesmos, para que possamos escolher verdadeiramente, sem cair em padrões amorosos familiares.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/padroes-amorosos-familiares/">PADRÕES AMOROSOS FAMILIARES</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com">Ana Medina Mesquita</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/padroes-amorosos-familiares/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
