<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Ana Medina Mesquita</title>
	<atom:link href="http://www.anamedinamesquita.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.anamedinamesquita.com</link>
	<description>Psicologist</description>
	<lastBuildDate>Fri, 03 Apr 2020 12:36:48 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.2.38</generator>
	<item>
		<title>A MAGIA DA SEXTA-FEIRA</title>
		<link>http://www.anamedinamesquita.com/2016/09/15/a-magia-da-sexta-feira/</link>
		<comments>http://www.anamedinamesquita.com/2016/09/15/a-magia-da-sexta-feira/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Sep 2016 13:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[PSICOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[adiamento]]></category>
		<category><![CDATA[defesa]]></category>
		<category><![CDATA[gratificação]]></category>
		<category><![CDATA[idealização]]></category>
		<category><![CDATA[motivação]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.anamedinamesquita.com/?p=809</guid>
		<description><![CDATA[<p>Para quem tem um horário tradicional 2ªfeira começa o trabalho. À medida que os dias passam vem o sonho da 6ªfeira no horizonte, a contagem decrescente. Sábado é de liberdade, Domingo já cheira a 2ªfeira… Então qual é a magia da 6ªfeira…? Quais os ingredientes que, para a maioria, tornam a 6ªfeira especial, mesmo quando [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com/2016/09/15/a-magia-da-sexta-feira/">A MAGIA DA SEXTA-FEIRA</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com">Ana Medina Mesquita</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem tem um horário tradicional 2ªfeira começa o trabalho. À medida que os dias passam vem o sonho da 6ªfeira no horizonte, a contagem decrescente. Sábado é de liberdade, Domingo já cheira a 2ªfeira… Então qual é a magia da 6ªfeira…? Quais os ingredientes que, para a maioria, tornam a 6ªfeira especial, mesmo quando comparada a Sábado?</p>
<p>Parte da magia de 6ªfeira vem da capacidade que temos de sonhar o melhor e projectá-lo, por exemplo, num dia específico da semana. Depositamos na 6ªfeira os desejos que não podemos realizar naquele momento imediato dos restantes dias da semana. Esta capacidade serve-nos portanto como uma defesa à frustração de querermos algo num dado momento que não podemos ter. Vem também desta capacidade, encontrada nos adultos e menos nas crianças, de tolerância ao adiamento da gratificação. Permite manter possível o desejo do agora, adiando-o no tempo, alimentando-nos assim a esperança da liberdade do nosso agir, preenchendo-nos com a antecipação de como será bom quando esse dia chegar.</p>
<p>Ao mesmo tempo esse adiar faz-nos viver as experiências desejadas na nossa fantasia e a nossa fantasia é bem mais generosa do que a realidade. A fantasia não está tão amarrada aos limites do pragmático. Assim, passamos meramente do projectar o nosso desejo no futuro próximo para vivê-lo no nosso imaginário da forma mais perfeita – idealizar.</p>
<p>Muitas vezes a 6ªfeira não corresponde exactamente à idealização, ou porque o cansaço acumulado na semana vence, ou porque afinal os planos mudaram, ou até porque o tempo passa depressa. Pode vir a ser um dia melhor ou pior, ou simplesmente diferente do que o idealizado, mas a verdade é que na 2ªfeira seguinte já estamos de novo a cultivar os nossos sonhos para 6ªfeira! E que bom sinal que isso é, já diz a sabedoria popular: “o melhor da festa é esperar por ela”. Essa é a verdadeira magia da Sexta-feira.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com/2016/09/15/a-magia-da-sexta-feira/">A MAGIA DA SEXTA-FEIRA</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com">Ana Medina Mesquita</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.anamedinamesquita.com/2016/09/15/a-magia-da-sexta-feira/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>GERAÇÃO SEM COISAS [in Portuguese Times, Junho 2016]</title>
		<link>http://www.anamedinamesquita.com/2016/06/30/geracao-sem-coisas/</link>
		<comments>http://www.anamedinamesquita.com/2016/06/30/geracao-sem-coisas/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 30 Jun 2016 21:27:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[EMIGRAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[auto-estima]]></category>
		<category><![CDATA[bloqueios]]></category>
		<category><![CDATA[carreira]]></category>
		<category><![CDATA[competências]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[emigração]]></category>
		<category><![CDATA[ensino secundário]]></category>
		<category><![CDATA[escolhas profissionais]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
		<category><![CDATA[motivação]]></category>
		<category><![CDATA[Objectos Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[orientação vocacional]]></category>
		<category><![CDATA[patologia]]></category>
		<category><![CDATA[pátria]]></category>
		<category><![CDATA[pedir ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[perfil pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[perfil profissional]]></category>
		<category><![CDATA[personalidade]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Portugueses Pelo Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[recordacoes]]></category>
		<category><![CDATA[repetição]]></category>
		<category><![CDATA[solidão]]></category>
		<category><![CDATA[terapia]]></category>
		<category><![CDATA[tristeza]]></category>
		<category><![CDATA[vocação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.anamedinamesquita.com/?p=765</guid>
		<description><![CDATA[<p>Emigrei com oito malas no limite do excesso de peso, nelas tinha essenciais ao dia-a-dia que não queria voltar a comprar, mas sobretudo trazia nas entrelinhas (representadas neste texto por parêntesis), um absoluto essencial à alma: o candeeiro (que o meu amigo Luís fez), uma peça dos Templários (que uma cliente me deu), um suporte [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com/2016/06/30/geracao-sem-coisas/">GERAÇÃO SEM COISAS [in Portuguese Times, Junho 2016]</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com">Ana Medina Mesquita</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Emigrei com oito malas no limite do excesso de peso, nelas tinha essenciais ao dia-a-dia que não queria voltar a comprar, mas sobretudo trazia nas entrelinhas (representadas neste texto por parêntesis), um absoluto essencial à alma: o candeeiro (que o meu amigo Luís fez), uma peça dos Templários (que uma cliente me deu), um suporte para fósforos (de pedra vulcânica dos Açores), um relógio (da feira de Natal de Nova Iorque), a lista enche as ditas oito malas. Muitos amigos disseram-me, que se calhar, saía mais barato comprar tudo de novo lá – mas onde, na Noruega, é que eu comprava o que veio nas entrelinhas dos objectos da minha mala…?</p>
<p>Já fora de Portugal, escolhi mobílias, às quais juntei os objectos que tinha trazido comigo. Assim, construí a minha casa com estes tijolos sentimentais, sem ponderar quanto tempo viveria nela. Mais tarde, apercebi-me que esta não tinha sido a estratégia dos outros emigrantes que lá encontrei. Quase todos tinham viajado só com roupa e produtos de higiene pessoal. Na Noruega optaram por casas mobiladas. Não era por terem menos possibilidades económicas nem tão pouco menos afectos – eram pragmáticos. Sabiam que emigrar é experimentar, que a qualquer momento poderiam mudar novamente de país e por isso grandes investimentos em “coisas” que não saberiam quanto tempo iriam usufruir não fazia sentido. Ambas as estratégias são válidas e têm os seus prós e contras.</p>
<p>Surgiu então a questão: o que é isso de experimentar? Qual o intervalo temporal que distingue “uma experiência” de “viver”? Nesta pergunta reside muitas vezes a armadilha emocional da emigração. O viver no “provisório”, à espera de sentir pertença numa nova cultura, de avaliar se a adaptação corre bem, se o emprego agrada e se se mantém, se a família também se adapta. Mas o calendário cronológico, mais impiedoso que as emoções, vai passando páginas e de repente estamos a falar de anos. Anos sem “coisas”.</p>
<p>As “coisas” e a sua importância não são fáceis de avaliar. Vivemos nesta sociedade de contraditórios entre o apelo ao consumismo e a moralidade do combate ao mesmo. Mas as “coisas” de que aqui falo são os objectos que vão fazendo parte da nossa história como um símbolo de identidade e memória. Quando vamos a casa de alguém, a decoração (mesmo a mais desinvestida) fala-nos da personalidade daquela pessoa. A decoração da casa faz com que o dono se sinta bem nela, sabemos o que nos faz falta, o que nos dá conforto e o que nos é agradável ver e ter por perto.</p>
<p>O acumular de coisas conta uma história, de personalidades, de escolhas, de momentos, de amigos, de família, de vida. É um bocadinho de nós que se materializa. Claro que temos dentro de nós o registo de tudo isso – é bom que tenhamos – mas quando desenraizamos do país, do círculo habitual de pessoas com quem convivemos, os objectos, a par dos postais e das cartas ganham a importância do suporte afectivo, a construção de uma nova realidade. Uma geração sem coisas é uma geração com mais dificuldade.</p>
<p>Às coisas que trazemos juntam-se pouco a pouco coisas que vamos adquirindo nesse novo país. Também aqui podemos ver no simbólico destas “coisas” outras coisas que vão dentro de nós: o medo de estar a acumular muitas coisas, como vendo aí um perigo de nunca mais regressar “à terra pátria”, de criar raízes num novo país. O gosto em ter mais coisas, que se confunde com a esperança que essas novas raízes se fortaleçam.</p>
<p>As “coisas” são então uma linguagem, uma linguagem de afectos que muitas vezes a geração emigrante se priva, sem perceber que deixa páginas da sua história para trás. No dia em que surge um novo membro da família, uma continuidade que pede o recontar consistente da história dos pais e da família geralmente renasce então esta consciência de que é preciso dentro da instabilidade criar uma casa também de “coisas” do passado. É então que vêm pelo correio, a um preço que só a emoção justifica, as colchas que a avó bordou, a pulseirinha de criança, as molduras antigas, e muitas vezes contentores inteiros com recheios de casas. Nessa altura já não se pensa quanto tempo ali ficamos, são tempos que curtos ou longos contêm neles nascimentos. Já se percebeu que a vida é sempre provisória, como cada linha das estórias que as coisas contam. Somos nós nessas coisas.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com/2016/06/30/geracao-sem-coisas/">GERAÇÃO SEM COISAS [in Portuguese Times, Junho 2016]</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com">Ana Medina Mesquita</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.anamedinamesquita.com/2016/06/30/geracao-sem-coisas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>BOLD E SUBLINHADOS</title>
		<link>http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/bold-e-sublinhados/</link>
		<comments>http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/bold-e-sublinhados/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Apr 2016 08:50:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[ORIENTAÇÃO VOCACIONAL]]></category>
		<category><![CDATA[competências]]></category>
		<category><![CDATA[ensino secundário]]></category>
		<category><![CDATA[escolhas profissionais]]></category>
		<category><![CDATA[orientação vocacional]]></category>
		<category><![CDATA[personalidade]]></category>
		<category><![CDATA[vocação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.anamedinamesquita.com/?p=673</guid>
		<description><![CDATA[<p>Quando estamos no 9º ou no 12º, há muitas diferenças, mas há algo em comum: um mundo de possibilidades. Há espaço para se pensar muitos cenários possíveis, de astronauta a enfermeiro, de contabilista a pintor. Mas pode também ser tremendamente difícil encontrar rumo no meio de tanta escolha. O peso do contexto e da família, [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/bold-e-sublinhados/">BOLD E SUBLINHADOS</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com">Ana Medina Mesquita</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Quando estamos no 9º ou no 12º, há muitas diferenças, mas há algo em comum: um mundo de possibilidades. Há espaço para se pensar muitos cenários possíveis, de astronauta a enfermeiro, de contabilista a pintor. Mas pode também ser tremendamente difícil encontrar rumo no meio de tanta escolha. </p>
<p>O peso do contexto e da família, inconscientemente, amarra o alcance dos nossos sonhos. Se o meu pai é pescador, nem sempre é fácil projectar-me no futuro como um astronauta da NASA – ou até pode ser, mas muitas vezes como um sonho “inalcançável”, em que no fundo, no fundo sabemos ser irreal. Muitos exemplos podem ser ditos, e vários clichés também – o filho de advogados tem dificuldade em ver-se como pintor. Alguém que nasceu num país com Sol tem dificuldade em acreditar que pode estudar fenómenos biológicos no Ártico. Onde quero chegar com estas caricaturas é ao facto de que embora nesta fase da vida ainda estejam todas as portas abertas e haja um mundo de possibilidades, às vezes, dentro da cabeça dos próprios há limitações que eles próprios e os seus pais nem se apercebem e que condicionam as escolhas.</p>
<p>Por tudo isto é preciso pôr luz sobre essas limitações, fazendo-as desaparecer. Desenhar com várias cores as possibilidades, porque este é o momento, quando ainda não há responsabilidades e contas para pagar. Pensar as capacidades e gostos, sem esconder que a vida trará obrigações e dificuldades, mas sem esmagar sonhos nem cair em ilusões. Um equilíbrio saudável. </p>
<p>Nesta fase importa explorar, perceber por vários ângulos quais são os nossos fortes. Aquilo para que temos mais jeito, que fazemos melhor, onde obtemos mais sucesso. Aquilo que nos dá mais prazer fazer, que nos diverte e nos faz sentir motivados. Dentro desta segunda alínea, explorar o porquê de gostarmos de desempenhar aquela tarefa ou de estudar aquele tema. Eu posso gostar de português porque gosto de ler histórias novas ou porque gosto de ler em público, ou porque gosto de escrever: cada uma destas três pessoas apresentam características pessoais diferentes, apesar de darem uma mesma resposta “gosto de Português”.</p>
<p>Os sucessos são também importantes, porque não só dão uma visão das capacidades que nos podem levar mais longe numa universidade ou no mercado de trabalho, como também são uma fonte de alimento da nossa auto-estima e motivação. Ninguém é feliz em constante fracasso, por mais que repita mantras de “o importante é tentar” – sim o importante é tentar, mas insistir vezes sem conta, fracassando sempre, magoa muito.</p>
<p>Explorar as capacidades e os gostos e entrelaçando os dois para chegar a algumas hipóteses viáveis de escolha de áreas e futuras profissões é um trabalho importantíssimo nesta altura. Constrói-se agora os alicerces do futuro. Mais do que escolhas definitivas, é preciso utilizar bold e sublinhados para definir as características de cada um.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/bold-e-sublinhados/">BOLD E SUBLINHADOS</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com">Ana Medina Mesquita</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/bold-e-sublinhados/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>PADRÕES AMOROSOS FAMILIARES</title>
		<link>http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/padroes-amorosos-familiares/</link>
		<comments>http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/padroes-amorosos-familiares/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Apr 2016 08:47:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[DESENVOLVIMENTO PESSOAL]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.anamedinamesquita.com/?p=671</guid>
		<description><![CDATA[<p>Querermos casar com o pai ou com a mãe é uma forma de falarmos de como o contexto nos molda a um ponto tal que deixamos de ver o molde de tão colado à nossa retina que ele está. Somos influenciados pelo contexto próximo desde que nascemos, é ele que conhecemos bem, e consequentemente é [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/padroes-amorosos-familiares/">PADRÕES AMOROSOS FAMILIARES</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com">Ana Medina Mesquita</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Querermos casar com o pai ou com a mãe é uma forma de falarmos de como o contexto nos molda a um ponto tal que deixamos de ver o molde de tão colado à nossa retina que ele está. Somos influenciados pelo contexto próximo desde que nascemos, é ele que conhecemos bem, e consequentemente é nele que nos sentimos à vontade, que sentimos melhor controlo uma vez que facilmente prevemos o que pode acontecer. Por exemplo: todos sabemos certamente antever a reacção dos nosso pais a uma determinada noticia/convite, já prever essa mesma reacção de alguém que vemos uma vez a cada cinco anos, já não é tao simples.</p>
<p>Nas relações, o mesmo acontece, são as primeiras e mais próximas relações que nos dão essa mesma “familiaridade” com alguém, com um certo tipo de personalidade. Essas pessoas tendem a ser os pais, ou qualquer que seja a figura que tenha desempenhado esse papel de cuidador (avós, pais adoptivos, etc.). Essas primeiras relações criam uma espécie de “molde” para as seguintes, desde a forma como fomos ensinados a comer à mesa: serve-se primeiro ou serve as outras pessoas primeiro? Porquê? Porque os seus pais diziam que era assim? Ou porque eles faziam assim em sua casa? Ou por oposição – porque em sua casa se fazia o contrário? Se calhar nunca parou para pensar nisso, estas coisas são tão banais e veem connosco automaticamente há tanto tempo que nunca paramos para prestar atenção. Como reage numa discussão? Fica furioso e ataca? Recua, e evita a discussão? Acalma e tenta apaziguar o outro lado? Tudo isto aprendemos com o nosso primeiro molde. E aprendemos da forma como todas as crianças melhor aprendem: não por ensinamento mas pelos exemplos à frente delas.</p>
<p>Quer porque repetimos o lugar que tínhamos perante os nossos pais, quer porque copiamos as reacções deles, quer por antagonismos, exigindo de nós sempre o contrário deles, estamos sempre a seguir o molde deles. A questão aqui é que os nossos pais são feitos de bom e de mau, e quando são eles os nossos modelos apreendemos o bom e o mau. Mas mais importante que isso, às vezes nem notamos que enquanto estamos presos nos moldes estamos a abdicar de escolher quem e como queremos ser. Com as suas qualidades lidamos bem e são felizmente um bom legado familiar para o nosso futuro, mais preocupante são os seus defeitos e as cicatrizes que ficam nos filhos. Dependendo dos pais em questão podemos estar mais sujeitos ou menos à sua doença mental, à sua tirania, ou à sua fraqueza, à sua perversidade, à sua cobardia. Então e como é que isso entra em jogo quando conhecemos um parceiro amoroso?</p>
<p>Conhecer alguém leva tempo, e todos nós temos camadas, várias camadas que o tempo vai mostrando. Tendemos a pensar se a pessoa que conhecemos ou com quem estamos é parecida com o nosso pai/mãe pela camada mais óbvia, a caracterização geral e por isso muitas vezes esta comparação parece absurda.</p>
<p>O seu pai é surfista e o seu namorado é um nerd, por isso claro está que a teoria está errada ou não se aplica a si? Pois, mas não é da parecença física, nem de estilos, nem mesmo de personalidade de que falamos. A parecença de que falamos é a do tipo de comunicação que instalamos, a do lugar emocional em que essa outra pessoa nos coloca, é do “papel” que nos faz assumir por contraponto ao seu próprio papel. É da reacção que arranca de nós ao vincar ou diluir a sua própria acção. Sim, o seu pai é surfista e o seu namorado um nerd, não têm absolutamente nada a ver um com o outro, nem em personalidade nem em gostos, mas ambos a fazem sentir uma ignorante quando falam consigo. No lugar de ignorante podem estar várias outras palavras: má, infantil, culpada, desnecessária, ridícula, invisível, responsável por tudo. Olhando para os vários relacionamentos que teve, e em que esses homens talvez fossem aparentemente tão diferentes, o que eles a faziam sentir era ou não semelhante uns aos outros&#8230;? </p>
<p>A sua mãe é uma querida e a sua namorada tem mau feitio? Mas de maneiras diferentes ambas o fazem sentir-se sufocado. No lugar de sufocado podem estar muitas outras palavras: inútil, criancinha, mau da fita, egoísta, triste. E as namoradas anteriores geravam em si o mesmo tipo de sensação, ou sensações que se cruzam, ainda que de formas diferentes&#8230;? Mas mais do que como os outros o fazem sentir, os papéis em que se põe são sempre parecidos ou opostos? Evita o conflito ou ataca, deixa que o manipulem ou é um controlador por natureza? </p>
<p>Escolher alguém parecido com o pai ou com a mãe significa que tendemos instintivamente a procurar aquilo que conhecemos melhor, pessoas com personalidades que repetem este encaixe que já tivemos ao longo da vida. Muitas vezes é esta a razão pela qual repetimos vezes sem conta os mesmos erros ou, sem perceber bem porquê, as nossas relações estão sempre a dar errado. Estamos a repetir um modelo que não é saudável para nós sem nos darmos conta. Perceber isso é o primeiro passo, mudar o molde é essencial para sair da “roda”. Na vida adulta é essencial sermos pais de nós mesmos, para que possamos escolher verdadeiramente, sem cair em padrões amorosos familiares.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/padroes-amorosos-familiares/">PADRÕES AMOROSOS FAMILIARES</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com">Ana Medina Mesquita</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/padroes-amorosos-familiares/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>PEDIR AJUDA</title>
		<link>http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/pedir-ajuda/</link>
		<comments>http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/pedir-ajuda/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Apr 2016 08:43:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[APOIO PSICOLÓGICO]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
		<category><![CDATA[pedir ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[solidão]]></category>
		<category><![CDATA[terapia]]></category>
		<category><![CDATA[tristeza]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.anamedinamesquita.com/?p=669</guid>
		<description><![CDATA[<p>Na vida vamos deparar-nos muitas vezes com paradoxos. Um deles é a necessidade de ajuda e a dificuldade em pedir essa mesma ajuda. Se precisamos de ajuda, se até sabemos onde a podemos encontrar, porque não corremos rapidamente, hoje, já, na sua direcção? Porque é que nos filmes de terror, sempre que há uma personagem [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/pedir-ajuda/">PEDIR AJUDA</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com">Ana Medina Mesquita</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Na vida vamos deparar-nos muitas vezes com paradoxos. Um deles é a necessidade de ajuda e a dificuldade em pedir essa mesma ajuda. Se precisamos de ajuda, se até sabemos onde a podemos encontrar, porque não corremos rapidamente, hoje, já, na sua direcção?</p>
<p>Porque é que nos filmes de terror, sempre que há uma personagem ameaçadora a entrar em casa, a vítima corre sempre para debaixo da cama, para um armário sem saída, em vez de correr para uma outra porta, ou janela (nas tradicionais casas de filmes americanas há geralmente meia-dúzia de janelas no rés-do-chão!), porque é que as personagens perante o terror nunca vão para fora e sim ficam dentro do espaço de terror, em locais onde sabemos que dali a dois minutos serão encontradas? Porque é que nos filmes em que há uma chantagem, nunca ninguém recorre às outras quatro possíveis personagens (geralmente bem colocadas na trama para serem capazes de resolver o assunto) para contar da chantagem e a questão resolver-se? Nos filmes sabemos bem porquê: para fazer adensar o argumento, para fazer “render o peixe”, porque senão o filme acabava ali! </p>
<p>Mas e na vida…? Porque é que na vida quando sentimos terror, medo, tristeza, nos fechamos no espaço em que esta existe, nesse mesmo armário ou debaixo da cama, em vez de procurar ajuda fora? Porque é que nos deixamos cair na chantagem que o nosso medo, a nossa culpabilidade ou a nossa tristeza faz connosco, em vez de procurar aliados contra ela? Porque é que deixamos esse argumento adensar, deixamos “render o peixe”, até o perigo ser tão maior?<br />
Porque é que não pomos um travão nesse terror, nesse medo, nessa tristeza enquanto ainda conseguimos? Porque é que pedir ajuda é tão difícil…?</p>
<p>Pedir ajuda é difícil porque exige de nós o reconhecimento do problema, e a noção de que sozinhos não somos suficiente. Pedir ajuda é difícil porque é depender de algo ou alguém que está fora de nós, e que por isso nos é desconhecido, não controlamos e nos dificulta por um lado confiar e por outro antever se vai resultar. Esses passos são particularmente difíceis quando estamos no meio de uma situação que nos está a deixar frágeis, vulneráveis. Altura essa que por definição activa todas as nossas protecções, como aqueles botões escondidos na parte de baixo dos bancos para quando entra um ladrão. </p>
<p>O momento da ajuda é um momento paradoxal, em que as nossas grades internas se montam todas para nos defender das ameaças externas e ao mesmo tempo é o momento em que precisamos comunicar com alguém do lado de lá dessas grades para que as grades já não sejam precisas. Por isso, se já sentiu ou sente dificuldade em pedir ajuda, esteja descansado. Como acaba de perceber, tem uma razão de ser e provavelmente já todos passámos por isso. Mas no nosso filme interno, do qual somos realizadores, podemos agora usar esta noção a nosso favor. Encontrar essa porta ou janela em direcção à casa do vizinho e deixar os ladrões para uma segunda fase de resolução, contar da chantagem e ter ajuda para diminuir os danos que o chantageador possa causar, ver, por entre o quadriculado das grades, onde está uma pessoa para nos dar a mão e saber aquilo pelo qual estamos a passar e ajudar a chegar um plano de resolução.</p>
<p>Mas há ainda, dentro desse medo do contexto externo o medo do olhar dos outros sobre nós. Que olhar tão poderoso é esse? Que olhar tão poderoso é esse ao ponto de parecer pior do que enfrentar o agressor que temos em casa ou o chantageador, ou a prisão que montamos dentro de nós? Será apenas uma questão de confiar no outro? Não. Esse olhar o que tem de tão poderoso não é mais do que o espelhar das nossas fragilidades… O mostrar o rosto do agressor, a voz do chantageador, a espessura das nossas grades. Isso é que nos assusta no olhar alheio. Na realidade não é o outro, aquele que nos vê, que se assusta com a nossa fragilidade. Somos nós. Somos nós que ao vermos as nossas fragilidades reflectidas no olhar alheio nos assustamos. Na realidade não é o outro, aquele que nos vê, que nos julga e nos censura, somos nós. O não sabermos como lidar com essas fragilidades, o medo de sucumbirmos a elas assusta-nos. Por isso não aguentamos essa partilha de fragilidades e nos fechamos nessas grades, numa concha. Mas o problema das conchas é serem um lugar solitário, por um lado, e com pouco espaço para a resolução por outro.</p>
<p>Mas há o minuto mágico. O minuto seguinte a termos feito tudo isto: a termos corrido e saído pela porta ou pela janela para casa do vizinho, a termos contado a quem confiamos que estamos a ser chantageados, a sussurrarmos a quem passa por entre as grades, a termos falado com um psicólogo. Nesse minuto, em que fizemos aquilo que parecia tão assustador, percebemos que estamos mais longe do agressor, que estamos menos vulneráveis ao chantagista, que estamos menos sozinhos dentro das grade, e que, afinal, o tal reflexo nos olhos do outro é pouco nítido, porque mais nítido é o olhar do outro, o seu olhar empático com o nosso sofrimento, o seu olhar compreensivo perante a nossa angústia, o seu olhar cúmplice na procura de uma solução. No minuto mágico renasce a esperança. </p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/pedir-ajuda/">PEDIR AJUDA</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com">Ana Medina Mesquita</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/pedir-ajuda/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O LUGAR DAS LIMPEZAS DE PRIMAVERA EM NÓS</title>
		<link>http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/o-lugar-das-limpezas-de-primavera-em-nos/</link>
		<comments>http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/o-lugar-das-limpezas-de-primavera-em-nos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Apr 2016 08:41:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[PSICOTERAPIA]]></category>
		<category><![CDATA[bloqueios]]></category>
		<category><![CDATA[patologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[repetição]]></category>
		<category><![CDATA[terapia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.anamedinamesquita.com/?p=667</guid>
		<description><![CDATA[<p>Ao longo da vida vamos juntando roupa, várias são as vezes em que olhamos para o armário e pensamos que temos que lhe fazer uma limpeza. Aquela camisa que não usamos há anos, a calça que já está apertada, o casaco que saiu de moda. Mas fica sempre a ideia de que um dia, um [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/o-lugar-das-limpezas-de-primavera-em-nos/">O LUGAR DAS LIMPEZAS DE PRIMAVERA EM NÓS</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com">Ana Medina Mesquita</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo da vida vamos juntando roupa, várias são as vezes em que olhamos para o armário e pensamos que temos que lhe fazer uma limpeza. Aquela camisa que não usamos há anos, a calça que já está apertada, o casaco que saiu de moda. Mas fica sempre a ideia de que um dia, um dia, aquela peça vai voltar a brilhar como nos tempos áureos! </p>
<p>Com os nossos hábitos acontece o mesmo. Olhamos para eles com a esperança que nos voltem a servir, temos as recordações de quando deram certo e a elas junta-se a ilusão e o desejo de que voltem a resultar. Mas os elásticos estragados não recuperam ao som da esperança. Do mesmo modo as nossas atitudes muito repetidas, muito desgastadas, não se tornam actuais e boas apenas porque esperamos que assim seja ou porque um dia já o foram. Custa, mas também no armário dos pensamentos e das atitudes é preciso fazer uma limpeza, rever as que nos servem, as que nos deixam num lugar mais saudável, mais feliz quando olhamos para o espelho que reflecte a vida e deitar fora as que não nos desfavorecem, nos prejudicam.</p>
<p>Tal como com a roupa, temos mais capacidade de perceber o que nos serve melhor ou pior do que nos damos crédito. Sabemos que aquela calça hoje em dia aperta, e aquela camisa faz foles onde não devia, aquela camisola já está descosida e aquele sapato nunca foi confortável. Somos capazes de aceder dentro de nós a toda esta informação, tal como sabemos que quando repetidamente reagimos da mesma forma a situações da nossa vida nos faz reviver vezes e vezes sem conta o mesmo resultado de sofrimento.</p>
<p>Então porque não deitamos fora as roupas velhas, ou não mudamos as atitudes repetidas? Às vezes é difícil perceber sozinhos porque insistimos… Muitas vezes tendemos a querer conseguir vestir a calça de há anos, com medo de ir à loja e encarar que a idade nos fez subir no tamanho, ou por reparar através da nova roupa que agora há uma cicatriz na pele que antes não existia… Encarar um espelho actualizado nem sempre é fácil, exige a adaptação de perceber que no meio das perdas certamente houve ganhos. Nas atitudes, no nosso modo de reagir perante a vida, passa-se o mesmo, actualizar é ter que olhar para esse espelho, assumir realidades, responsabilidades e ser capaz de o fazer passando por algumas perdas para agarrar os ganhos.</p>
<p>A nossa necessidade de estabilidade faz-nos fugir à mudança. Mas quando o guarda-roupa já tem mais roupa que não usamos do que a que nos favorece começamos a nossa auto-estima fica empobrecida também. Chega então a fase da renovação, a Primavera, onde o medo de encarar o armário começa a ser menor do que o de continuar a ver-se em roupa velha. Este é o lugar das limpezas de primavera em nós.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/o-lugar-das-limpezas-de-primavera-em-nos/">O LUGAR DAS LIMPEZAS DE PRIMAVERA EM NÓS</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com">Ana Medina Mesquita</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/o-lugar-das-limpezas-de-primavera-em-nos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A PROFISSÃO E EU</title>
		<link>http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/a-profissao-e-eu/</link>
		<comments>http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/a-profissao-e-eu/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Apr 2016 08:39:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[ACONSELHAMENTO DE CARREIRA]]></category>
		<category><![CDATA[carreira]]></category>
		<category><![CDATA[motivação]]></category>
		<category><![CDATA[perfil pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[perfil profissional]]></category>
		<category><![CDATA[vocação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.anamedinamesquita.com/?p=665</guid>
		<description><![CDATA[<p>A profissão e eu: a nossa história de vida faz-nos, a nossa personalidade desenvolve-se e o nosso perfil profissional vai desenhando-se. Se nascemos no campo ou na cidade, se os nossos pais liam ou não livros, se tivemos cães em casa na infância, se a nossa avó era querida, se tivemos acesso a bons professores, [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/a-profissao-e-eu/">A PROFISSÃO E EU</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com">Ana Medina Mesquita</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A profissão e eu: a nossa história de vida faz-nos, a nossa personalidade desenvolve-se e o nosso perfil profissional vai desenhando-se. Se nascemos no campo ou na cidade, se os nossos pais liam ou não livros, se tivemos cães em casa na infância, se a nossa avó era querida, se tivemos acesso a bons professores, se tivemos modelos que nos inspirassem&#8230; Todas essas peças vão juntar-se de forma única e criar o nosso perfil pessoal. Este, tal como uma trança será um dos cordões do nosso perfil profissional. O outro cordão da trança será as nossas aptidões “práticas” por assim dizer, aquilo para que, independentemente de gostos, temos jeito.   </p>
<p>Reside aqui a raiz mais natural da motivação – maior do que o dinheiro (e capaz de o atrair mais facilmente), maior do que o team buildings, e maior do que medalhas ao peito. Ter as nossas aptidões práticas, o nosso saber técnico, entrelaçado no nosso perfil pessoal, faz aglutinar as nossas ambições profissionais com as ambições pessoais. Quando entrelaçamos aquilo que faz de nós quem nós somos, a nossa busca interna mais profunda, a maior força da nossa personalidade, às nossas maiores aptidões práticas, técnicas, criamos o melhor combustível que há. Um combustível que conhecemos por motivação intrínseca e nasce de percebermos o que é aquilo a que vulgarmente se chama “vocação”. O que isso tem de importante é tirar-nos do lugar da tarefa, da obrigação, para nos transportar para o lugar do desejo, da ambição. Neste, nao há tanto cansaço, nem tantos horários, nem tanta distração, porque é o lugar onde nos ligamos mais a nós, onde nos sentimos mais realizados. Quando a realização pessoal é o grande objectivo final apaga-se a linha entre pessoal e profissional permitindo que um e outro se entreajudem. Aqui somos mais felizes e consequentemente mais produtivos, mais criativos, mais motivados.</p>
<p>Perceber a diferença entre esta motivação intrínseca e o simples ganhar um troféu no fim do dia ajuda-nos a evitar cometer alguns enganos. Esta é a explicação para que o “empurrar” de pessoas para aptidões técnicas que possuem mas que as põem a fazer coisas que odeiam, não cria grandes profissionais (nem pessoas felizes!). Optar por escolhas com “mais saídas” no mercado, para as quais até podem ter aptidão técnica, mas não perfil pessoal, muitas vezes deixa essas pessoas igualmente no desemprego e geralmente também na depressão. No melhor dos casos, vão levando o trabalho como podem, agarrando-se a outro tipos de motivação – elogios externos, compensações financeiras, boas condições (horários, localização, tranquilidade). Mas fica sempre um vazio, um desejo de encontrar um “verdadeiro amor”.</p>
<p>Conhecermo-nos melhor é indispensável para tudo, porque é que havia de ser diferente no que diz respeito à carreira&#8230;? Teste de cruzinhas não chegam para a complexidade das nossas personalidades (felizmente!). Quando nos conhecemos melhor, percebemos que há em nós um espectro muito maior de características e capacidades que nos tiram daquela ideia de que só podemos escolher entre o que já fazemos e o que faz o colega da secretária ao lado e isso é uma lufada de ar fresco. Começa-se então o melhor exercício de criatividade que há – pensarmo-nos em vários ângulos possíveis e a partir deles vermo-nos a desempenhar os papéis da nossa vida. A esses papéis chamaremos profissão.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/a-profissao-e-eu/">A PROFISSÃO E EU</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com">Ana Medina Mesquita</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.anamedinamesquita.com/2016/04/19/a-profissao-e-eu/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>FRÁGEIS ADAPTAÇÕES</title>
		<link>http://www.anamedinamesquita.com/2015/05/11/frageis-adaptacoes/</link>
		<comments>http://www.anamedinamesquita.com/2015/05/11/frageis-adaptacoes/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 May 2015 09:41:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[EMIGRAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[auto-estima]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[emigração]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.labdesign.pt/anamesquita/?p=90</guid>
		<description><![CDATA[<p>Viver num país novo traz desafios, viver num país novo com a obrigação de que a adaptação corra bem só resulta em frágeis adaptações. Aprende-se que devemos ser honestos connosco e com os outros, mas quando as dificuldades põem em causa a nossa segurança, um grande investimento, de repente entrar em contacto com a realidade [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com/2015/05/11/frageis-adaptacoes/">FRÁGEIS ADAPTAÇÕES</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com">Ana Medina Mesquita</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Viver num país novo traz desafios, viver num país novo com a obrigação de que a adaptação corra bem só resulta em frágeis adaptações. Aprende-se que devemos ser honestos connosco e com os outros, mas quando as dificuldades põem em causa a nossa segurança, um grande investimento, de repente entrar em contacto com a realidade deixa de ser bom.</p>
<p>Ouvimos muitas vezes pessoas que emigraram a falar das maravilhas do país de acolhimento, num exercício de “adivinhe as diferenças”, em que rapidamente tudo o que há em Portugal se torna mau quando comparado com o novo país. Como um navegador no tempo das Descobertas, a euforia de atracar em terras novas põe nos olhos o filtro positivo. Até aqui, está tudo certo, é comum e importante que a fase de descoberta seja boa, vibrante, enriquecedora, guiada pela curiosidade de uma nova cultura. Mas com o passar do tempo, é expectável a relativização, ou seja, que a animação com o novo modere e a falta do que se perdeu aflore. É expectável que a nossa preservação interna das memórias dê origem a saudade e a nostalgia. Não quer dizer que tenha que nos fazer querer voltar para onde viemos, mas sim, que nos faça regressar a um lugar onde a euforia seja substituída pela noção de que nenhum mundo é perfeito. Tanto o país de onde saímos como aquele onde chegamos tem defeitos e qualidades. Parte do processo de adaptação passa por conseguirmos precisamente lidar com este equilíbrio. A pouco e pouco tirar da rivalidade o país de origem e o país actual. Sermos capazes de sentir e de verbalizar o que não gostamos, o que nos é difícil e, simultaneamente, sermos capazes de apreciar o que é bom. </p>
<p>Nem sempre esta balança fica equilibrada. Há quem não se consiga adaptar de todo e sinta que o país de acolhimento é uma escolha pior e acabe por regressar ao país de origem. Há também quem fique nesse lugar em que tudo era mau e agora tudo é perfeito. Em alguns casos pontuais isso talvez seja real e justificável mas, na maioria, este “oito ou oitenta” é sinal de uma necessidade de hiper-adaptação, de uma teatralização da adaptação, para mostrar aos outros, mas sobretudo a nós próprios que tudo correu bem. Essa hiper-adaptação pode acontecer por vários motivos, mas de um modo geral a base é a mesma: o sofrimento. Acontece porque o país de origem – as histórias que lá se viveram &#8211; foi um local de muito sofrimento e a emigração uma imposição tão grande, uma fuga muito necessária a esse sofrimento. O país de origem passa a ser como um “pai mau”, que destratou, desvalorizou e abandonou o seu filho, deixando-lhe como única solucao “sair de casa”. Esta é uma ferida muito profunda que ataca a auto-estima e põe em causa a capacidade de acreditar que é possível seguir em frente. </p>
<p>Nestes casos, o novo país não se apresenta apenas como tal, como um país que visitamos e ao qual vamos dar uma oportunidade. Um país que iremos avaliar com o direito de escolher se nele queremos ficar ou não. Nestes casos, tudo se inverte e é aqui que nasce o perigo. Como se fosse o novo pais que tivesse o poder de nos avaliar, de nos aceitar ou não, ganhando assim o poder de reforçar ou desmentir os nossos fracassos anteriores. Como uma espécie de teste à razão do “pai”, o nosso país de origem. Um teste para ver se noutro lugar, noutro contexto é possível encontrar um “pai” melhor, uma nova valorização de nós mesmos. Deixa de ser apenas emigrar &#8211; não é só um país que está em jogo e toda a aposta que se fez e toda a esperança que se depositou em nós – é muita coisa. </p>
<p>Precisamos voltar a inverter a imagem e sair de avaliados a avaliadores, porque só nós sabemos onde nos sentimos bem e a nossa auto-estima não pode ficar presa à avaliação de uma tentativa. Há mais países e há diferentes experiências, nao há é capacidade de prever o futuro quando se escolhe. Quer o país onde agora estamos nos desagrade de todo ou, pelo contrário, tenha sido uma feliz escolha, estrangeiros que somos é importante poder falar-se, dar espaço às emoções que as diferenças nos causam. Porque é assim que a verdadeira adaptação começa.   </p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com/2015/05/11/frageis-adaptacoes/">FRÁGEIS ADAPTAÇÕES</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="http://www.anamedinamesquita.com">Ana Medina Mesquita</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.anamedinamesquita.com/2015/05/11/frageis-adaptacoes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
